Um Goiano no Camp Qwanoes


A chegada ao Qwanoes foi uma coisa de louco - aterrissei no aeroporto de Vancover, e fui pensando como seria a minha chegada, como seriam os alojamentos, a cozinha, a equipe...como estava chegando na semana do treinamento de equipe, logo fui pensando nas semanas de treinamento de equipe da Abrigo Aventura - reuniões para definir programa, treinamentos em atividades, brainstorms pra definir nomes de atividades, oração, oração, oração e sim, muita diversão. Bem, eu estava pensando que ia chegar e encontrar algo do tipo que sempre tive nas pré-temporadas do Abrigo Aventura, mas com uma proporção maior - por já saber que equipe aqui gira em torno de 200 pessoas. Assim, a chegada foi no minimo...diferente. Cheguei de dia (apesar de ser umas 10 da noite - sim, no verão escurece 10 e meia da

noite...hehe), e me deparei com uma das vistas mais incríveis que meus olhos já viram - um gramado principal enorme (do estilo ABE), e uma floresta abaixo, com aberturas que davam pra ver o mar, e o sol se pondo nele (não vemos sol se pondo no oceano no Brasil), e sim... Deus já me deu a oportunidade de vislumbrar o pano de fundo que iria ter pelos próximos 6 meses da minha vida.


Acomodação - Chegando no acampamento, depois de ter dado um suspiro de alegria, e expectativa por aquilo que me aguardava, fui colocar minhas coisas no devido lugar. Estava imaginando um quartinho comum, camas de beliches, meio velhinho, apertadinho - e pra minha surpresa, tive a grata surpresa que pelo menos os 3 meses de verão, iria passar em um quarto aquecido, com carpete, camas de primeira, banheiro dentro do quarto, duas pias...coisa de louco! Pensei - é...esse povo aqui tem grana! Pra sustentar uma equipe de 200 pessoas, com um luxo desses de quarto... fiquei pensando com meus botões como conseguiram essa estrutura.

Enfim, continuando as primeiras impressões, encontrei com meus brothers Henrique, e Alberto que já estavam aqui, e como já vieram ano passado, tinham experiência de como se virar em um país diferente do nosso, com uma língua, com costumes e com pensamentos diferentes. Colei neles né? E assim fui conhecendo pouquinho por pouquinho a "gringaiada"... vim com a expectativa de conhecer só Canadenses aqui, mas não - Deus me deu mais esse presente - hoje conheço gente do Canadá, dos EUA, da Alemanha, da Austrália, da Nova Zelândia, da Inglaterra, da Escócia, e até da Korea e da China! Gente do mundo inteiro vem pra cá trabalhar no verão! É sim, uma coisa de doido! Os mais variados sotaques, os mais variados estilos de se vestir, os mais variados costumes, os mais variados humores, e o Diogão lá... no meio, mal sabendo o "Hello World", e querendo se enturmar com essa galera! Cara, eu senti na pele o que o pessoal de Babel sentiu! Sim, era só inglês que o povo falava, mas nada tirava da minha cabeça que os neozelandeses e os australianos falava qualquer outra língua - menos inglês! hahaha. Penei, mas penei muito pra entender essa galera - e tive varias histórias que são engraçadas agora, mas que na época não eram tão engraçadas, como - Alguém me perguntava: "Quais atividades você vai fazer a tarde?" (Isso em inglês), eu respondia - "Oh Yeah! Great! I'm Ok!". A cara que o pessoal fazia, não era das que passavam a segurança que entenderam muito bem o que eu quis dizer... mas eu sempre soltava um "Have a good day", que funcionava que era uma beleza! hahahaha

A primeira semana aqui foi sofrida - uma por causa da língua né? Até o mais craque em inglês, uma hora cansa e quer falar sua língua mãe...imagina eu?! Outra por causa do fuso horário - cheguei aqui com 4 horas de diferença pro Brasil (Hoje são 6 horas) - isso da uma reviravolta no nosso sono, e outra por causa desse negócio estranho de escurecer as 10 de meia da noite...eu ficava louco - "Caraca, será que já não ta bom de ir dormir? Mas ta de dia ainda... o sol ta rachando la em cima!". Fora isso, teve o programa da primeira semana, que foi um tanto quanto... diferente! Como eu já disse, eu imaginava uma semana de treinamento de equipe, com treinamentos! Com opiniões da equipe sobre o que tinha que ser feito, com um envolvimento maior da equipe no programa, e esse tipo de coisa. Mas o que eu vi, foi um acampamento (chato) pra equipe, em que realmente eramos os acampantes, e que a programação se resumia em acordar, participar de palestras que foram ficando muito desinteressantes a respeito de regras do acampamento, segurança nas atividades, apresentação do programa da primeira semana de acampamento das crianças, e coisas que foram cansando, e ficando chatas. Talvez por que a dificuldade de entender a língua era tamanha, que eu ligava o off do tradutor, e entrava em stand by em praticamente todas as palestras. Mas teve uma coisa que salvou, que eu realmente achei legal - as oficinas. Nelas eles ensinaram, dando cursos, todas as áreas de atividades que eles tem disponíveis no acampamento - que vão do Water Front, com cursos de salva-vidas, pilotagem de barcos, e coisas do tipo... até bicicleta, skate parking, arte, jogos de campo, jogos de quebra gelo (O All Star Games), e a área de desafios deles aqui, que é chamada Challenge Course - em que têm as paredes de escaladas, o arvorismo de cordas baixas e altas, a tirolesa, o pêndulo, o elevador - nessa oficina, tivemos cursos na área em que escolhemos atuar (nos foi entregue uma lista com essas atividades, e nós podíamos escolher nossa ordem de preferencia) - mas acabou que pelo numero de gente, e pelo pouco tempo que eles investiram em oficinas nessa semana, acabou que só podíamos fazer a oficina em uma atividade. Escolhi o Challenge Course, por já ter experiência em fazer segurança de rapel/escalada, e por ser uma área que eu achava que eu mais me identificaria. Tivemos uma oficina legal, mas um nível bem básico - o que eu não tiro a importância, mas estava esperando ter algo mais avançado - coisa que acabei tendo depois de ter passado 3 meses fazendo quase que as mesmas coisas no verão, atuando no Challenge Course.

Diogo Villa Verde - Trabalhou como equipante no Camp Qwanoes.

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